“Devo estar chegando perto do centro da Terra. Deixe ver: deve ter sido mais de seis mil quilômetros, por aí...” (como se vê, Alice tinha aprendido uma porção de coisas desse tipo na escola, e embora essa não fosse uma oportunidade lá muito boa de demonstrar conhecimentos, já que não havia ninguém por perto para escutá-la, em todo caso era bom praticar um pouco) “... sim, deve ser mais ou menos essa a distância... mas então qual seria a latitude ou longitude em que estou?” (Alice não tinha a menor ideia do que fosse latitude ou longitude, mas achou que eram palavras muito imponentes).

CARROLL, L. Aventuras de Alice: no País das Maravilhas, Através do Espelho e outros textos.
São Paulo: Summus, 1980.

O texto descreve uma confusão da personagem em relação

  • a

    ao tipo de projeção cartográfica. 

  • b

    aos contornos dos fusos horários. 

  • c

    à localização do norte magnético. 

  • d

    aos referenciais de posição relativa. 

  • e

    às distorções das formas continentais.

Alice, que “não tinha a menor ideia do que era latitude ou longitude”, como afirma o excerto, confunde os referenciais de posição relativa - isto é, aqueles que são utilizados como referenciais cartográficos - enquanto cai dentro da toca do coelho.