Porque todos confessamos não se poder viver sem alguns escravos, que busquem a lenha e a água, e façam cada dia o pão que se come, e outros serviços que não são possíveis poderem-se fazer pelos Irmãos Jesuítas, máxime sendo tão poucos, que seria necessário deixar as confissões e tudo mais. Parece me que a Companhia de Jesus deve ter e adquirir escravos, justamente, por meios que as Constituições permitem, quando puder para nossos colégios e casas de meninos.

LEITE, S. História da Companhia de Jesus no Brasil. Rio de Janeiro:
Civilização Brasileira, 1938 (adaptado).

O texto explicita premissas da expansão ultramarina portuguesa ao buscar justificar a

  • a

    propagação do ideário cristão. 

  • b

    valorização do trabalho braçal. 

  • c

    adoção do cativeiro na Colônia. 

  • d

    adesão ao ascetismo contemplativo. 

  • e

    alfabetização dos indígenas nas Missões.

Na sociedade colonial da América Portuguesa, a atuação da Companhia de Jesus contestou a escravização de indígenas, porém legitimou a escravidão negra. No excerto fornecido pelo exercício, é apresentada uma legitimação para a adoção da escravização de pessoas negras no Brasil Colonial, uma vez que, sem esse tipo de mão de obra, os jesuítas não conseguiriam desempenhar suas atividades religiosas.