A criação do Banco da Amazônia e da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (SUDAM) preconizou uma política de concessão de incentivos fiscais aos empresários, especialmente das regiões mais ricas do país, para que deixassem de pagar 50% do imposto de renda, desde que o dinheiro fosse depositado naquele banco para financiar projetos de desenvolvimento no estado do Amazonas. Os investimentos orientaram-se de preferência para a agropecuária, de modo que um grande número de empresários e de empresas, especialmente do Sudeste do Brasil, sem tradição no ramo, tornaram-se proprietários de terras e empresários rurais. Em princípio a aquisição de terras pelos grandes capitalistas do Sudeste animou o mercado imobiliário.
José de Sousa Martins. O Poder do Atraso. Adaptado.
Assinale a alternativa que apresenta a combinação correta entre o período a que se refere o texto e as implicações, territoriais e sociais, observadas nas áreas onde a política de incentivos fiscais entrou em operação.
A partir de 1966, no início da Ditadura Militar, o Banco da Amazônia e a Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (SUDAM) passaram a incentivar a maior ocupação do espaço amazônico, envolvendo diferentes políticas de desenvolvimento econômico e a maior integração da região ao todo nacional. Nesse contexto, com o auxílio do recém-criado Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), foram implantados projetos de colonização agrícola que atraíram camponeses de diferentes regiões do país aumentando o desmatamento da floresta amazônica. Esses projetos foram conduzidos de maneira bastante desordenada, pois atraíram muito mais camponeses do que a oferta de terras, criando problemas de regularização fundiária, associados à grilagem, e conflitos violentos no campo, que persistem até os dias atuais.