A política dos governadores ou política dos estados, desenvolvida na Primeira República brasileira a partir do governo de Campos Sales (1898-1902), representou

  • a

    um mecanismo de manipulação do sistema de votações com o objetivo de fraudar o processo eleitoral. 

  • b

    uma estratégia federalista para assegurar o apoio das oligarquias regionais ao governo central. 

  • c

    uma forma de concentrar o controle do Estado nacional nas mãos das oligarquias paulista e mineira. 

  • d

    um esforço de integração econômica nacional para ampliar o controle federal sobre as exportações brasileiras. 

  • e

    uma intervenção direta do governo federal nos poderes locais para extinguir a autonomia jurídica dos estados.

Durante a Primeira República no Brasil (1889-1930), vigorou a chamada Política dos Governadores (ou Política dos Estados). Iniciada na presidência de Campos Sales (1898-1902), do PRP, essa política consistiu em um conjunto de acordos entre o governo federal e os governos estaduais.
Para assegurar o predomínio das oligarquias paulista e mineira na presidência da república (prática posteriormente denominada como “política do café com leite”), o governo federal garantiu uma ampla autonomia às oligarquias regionais e a seus respectivos governos estaduais.
Os governadores se utilizavam do coronelismo nos municípios e seus mecanismos de controle eleitoral para eleger deputados e senadores que apoiassem o presidente da república no Congresso Nacional. Em contrapartida, o presidente assegurava autonomia tributária, legislativa e judiciária aos estados, agradando as oligarquias regionais.
Essa “troca de favores” foi a base do federalismo que vigorou no Brasil até 1930.