Leia o poema de Manuel Bandeira.

Minha terra

Saí menino de minha terra.
Passei trinta anos longe dela.
De vez em quando me diziam:
Sua terra está completamente mudada,
Tem avenidas, arranha-céus...
É hoje uma bonita cidade!

Meu coração ficava pequenino.

Revi afinal o meu Recife.
Está de fato completamente mudado.
Tem avenidas, arranha-céus.
É hoje uma bonita cidade.

Diabo leve quem pôs bonita a minha terra!

(Estrela da vida inteira, 2009.)

a) Que sentimento expressa o eu lírico após rever Recife? Transcreva o trecho do poema que confirma sua resposta.

b) “De vez em quando me diziam: Sua terra está completamente mudada. Tem avenidas, arranha-céus. É hoje uma bonita cidade.” Esse trecho reproduz em prosa quatro versos do poema. Reescreva-o em discurso indireto, mantendo o sentido original e fazendo os ajustes necessários.

a) Um sentimento de desapontamento, de frustração, de aborrecimento, de irritação pelo fato de o Recife ter mudado tanto. Embora o eu lírico reconheça que a cidade ficou bonita, ele lamenta que não seja mais o Recife de trinta anos atrás, Recife de sua infância, Recife de suas memórias afetivas, o que se percebe pelo último verso do poema: “Diabo leve quem pôs bonita a minha terra!”.

b) Eis duas possibilidades:
De vez em quando me diziam que minha terra estava completamente mudada. Tinha avenidas, arranha-céus. Era naquele momento uma bonita cidade.
De vez em quando me diziam que minha terra estava completamente mudada, que tinha avenidas, arranha-céus, que era naquele momento uma bonita cidade.