“Uma peripécia, uma reviravolta nas circunstâncias, de uma hora para outra transforma uma sequência rotineira de acontecimentos numa história.”
(Jerome Bruner, Fabricando histórias. Direito, literatura, vida. São Paulo: Letra e Voz, 2014, p.15.)
Levando-se em conta a noção acima proposta por Jerome Bruner, qual é a peripécia que ocorre no terceiro ato da peça Lisbela e o prisioneiro?
Uma das características do texto teatral, a peripécia representa um acontecimento inusitado, um imprevisto que altera a trajetória da peça. No terceiro ato da obra Lisbela e o prisioneiro, esse momento ocorre quando Lisbela, que havia furtado a arma do soldado Jaborandi, chega no exato instante em que Frederico Evandro aponta a arma para matar Leléu. Lisbela dispara e Frederico morre com o susto do barulho do tiro, o que só será percebido depois. Jaborandi havia colocado no revólver apenas um projétil, sendo o restante munição de festim.