“Uma peripécia, uma reviravolta nas circunstâncias, de uma hora para outra transforma uma sequência rotineira de acontecimentos numa história.”

(Jerome Bruner, Fabricando histórias. Direito, literatura, vida. São Paulo: Letra e Voz, 2014, p.15.)

Levando-se em conta a noção acima proposta por Jerome Bruner, qual é a peripécia que ocorre no terceiro ato da peça Lisbela e o prisioneiro?

  • a

    O disparo de arma de fogo em direção a Frederico Evandro, realizado por Lisbela, e a descoberta posterior de que as balas do revólver eram de festim. 

  • b

    O encontro furtivo de Lisbela e Leléu na prisão, que torna possível a fuga do casal de amantes e produz o desenlace do drama. 

  • c

    A fuga de Leléu da prisão, que somente foi possível devido às artimanhas de Lisbela ao pedir que seu pai desse uma corda para o prisioneiro. 

  • d

    O retorno heroico de Frederico Evandro à prisão, com o intuito de salvar Leléu e assassinar o Tenente Guedes.

Uma das características do texto teatral, a peripécia representa um acontecimento inusitado, um imprevisto que altera a trajetória da peça. No terceiro ato da obra Lisbela e o prisioneiro, esse momento ocorre quando Lisbela, que havia furtado a arma do soldado Jaborandi, chega no exato instante em que Frederico Evandro aponta a arma para matar Leléu. Lisbela dispara e Frederico morre com o susto do barulho do tiro, o que só será percebido depois. Jaborandi havia colocado no revólver apenas um projétil, sendo o restante munição de festim.