Na Primeira República, o comportamento das mulheres era regulado por padrões morais rígidos, que determinavam onde e como elas poderiam circular. Mesmo as mulheres das camadas sociais mais altas só tinham acesso aos espaços públicos sob certas condições, como a necessidade de estarem acompanhadas, o que reforçava a separação entre o espaço doméstico, associado ao feminino, e o espaço público, visto como masculino. Assim, as “prescrições” citadas refletem normas sociais que vinculavam as mulheres à esfera privada e reservavam aos homens a atuação pública.