O texto mostra que as catedrais medievais eram financiadas e ornamentadas por associações de trabalhadores, artesãos e negociantes, que viam nesses monumentos uma forma de afirmar identidade, prestígio e prosperidade dentro da cidade. Os vitrais e as grandes dimensões das catedrais simbolizavam o crescimento urbano e o fortalecimento de novos grupos sociais ligados às atividades comerciais e artesanais. Assim, as catedrais funcionavam como espaços de afirmação social e cultural da burguesia urbana ascendente, expressando seu papel cada vez mais relevante na Europa medieval.