Texto 1

Texto 2
A concepção de real e virtual pensados como um contínuo se vê reforçada pela percepção de que um registro afeta o outro. Tal ideia é sustentada por autores que concebem a internet como uma ferramenta para veicular as subjetividades de nossa época, mas não só. […] Segundo Viganò, “o advento da internet contribui potencialmente para fazer da assim dita realidade virtual um elemento constitutivo da realidade social”.
(Flávia Hasky e Isabel Fortes. “Desconstruindo polarizações acerca da
internet: entrelaçamentos entre os universos on-line e off-line”.
Psicologia em Pesquisa, 2022.)
O contraste entre esses textos permite retomar, na atualidade, uma clássica questão filosófica, “o que é real?”, pois a
O enunciado aponta para a relação entre a questão “o que é real?” e o contraste entre os dois textos apresentados. No Texto 1, há uma comparação entre a vida real e uma simulação da vida presente em um jogo. Há uma provocação de um dos personagens de que a simulação tem a vantagem de poder ser desligada, o que leva o companheiro a também querer o jogo. Isso mostra que a realidade virtual passa a compor a vida real dos personagens. O Texto 2 apresenta o conceito de que as novas tecnologias contribuem para tornar a realidade virtual como algo que faz parte da realidade social. Assim, os textos tratam, de diferentes maneiras, de reformulações do conceito de realidade, no sentido de que os limites entre “real” e “virtual” ficam muitas vezes sem distinção.